Próximo Sorteio em:

00
dias
:
00
hrs
:
00
min
:
00
seg
Marcelo, catador de papelão, recebendo ajuda do Apcap da Sorte
APCAP DO BEM

Ele não sabe ler nem escrever, mas sabe exatamente o que quer pro filho de 8 anos

Por Redação APCAP09 set 20262 min de leitura

Marcelo cria o filho de 8 anos sozinho. Os dois moram numa ocupação, e o sustento da casa vem inteiro da reciclagem: catar papelão pelas ruas, separar e vender. Um trabalho que rende, em média, entre R$ 70 e R$ 80 por dia, quando o dia é muito bom.

A barreira que pesa mais que o trabalho pesado

Antes de falar da rotina, Marcelo foi direto sobre o que mais dificulta a vida dele:

"Não tenho estudo, não sei ler nem escrever. Isso dificulta pra arrumar emprego, e a gente também é discriminado pela população."

Não é só o trabalho físico que cansa. É a porta que fecha antes mesmo de ele tentar abrir e o julgamento que vem de fora, mesmo sem conhecer a história.

Uma promessa que ele não sabia como cumprir

O filho de Marcelo tinha pedido uma coisa simples: um tênis novo, "pra ficar bonitão". Marcelo prometeu, mesmo sem saber exatamente como ia conseguir. A rotina já é apertada o bastante entre catar material, vender e ainda arranjar um tempo pra levar o menino pra brincar no parquinho no fim do dia.

Foi contando essa promessa que a equipe do Apcap da Sorte decidiu ajudar, entregando um valor maior do que ele costuma faturar num dia inteiro catando papelão.

Voltar mais cedo, por uma vez

Com o valor garantido, Marcelo não precisou esticar o dia de trabalho. Encerrou mais cedo e voltou pra casa pra ficar com o filho, o tênis, finalmente, resolvido.

"Eu batalho pra ter as coisas, né? Tem que batalhar."

A frase resume o que sustenta a rotina dele: não desistir, mesmo quando as portas custam mais a abrir.

A ajuda a Marcelo faz parte do Apcap do Bem, a ação de rua do Apcap da Sorte: um time que procura surpreender pessoas com pequenos gestos, sem ligação com sorteio ou prêmio do app.

Quer conhecer outras histórias do Apcap do Bem, nossa frente de ações pelas ruas do Brasil? Confira também a história de Natália e seu carrinho de pipoca.

Leia também no blog: a história de José Nilton, em Capivari (SP).

Mais notícias